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Fratura por estresse: sinais e opções de tratamento

Exercícios repetitivos e que exigem muito do corpo podem levar a essa lesão

A fratura por estresse pode ser definida como desgaste ósseo que ocorre devido à sobrecarga e exercícios repetitivos de grande intensidade. Esse tipo de fratura acontece por forças cíclicas repetidas que ultrapassam a resistência máxima do tecido ósseo. O osso é submetido a uma carga excessiva, sem se respeitar os princípios de repouso e progressão da atividade, e deste processo inicia-se uma fratura das partes internas do osso com alterações fisiológicas que, se não forem tratadas, pode progredir para modificações anatômicas, ou seja, para uma fratura completa.

Esse tipo de fratura é um problema crescente no meio esportivo e sua verdadeira incidência em atletas e corredores pode variar de 10% a 30% das lesões em corridas. Pesquisas apontam que as pessoas brancas têm maior probabilidade para sofrer esse tipo de lesão do que pessoas negras, assim como, as mulheres tem 10 vezes mais chances de desenvolver esta fratura quando comparada aos homens.

Entre os fatores predisponentes podemos destacar o tipo de superfície onde o esporte é praticado, calçado utilizado, alterações biomecânicas dos membros inferiores, aumento abrupto da atividade física e treinamento (intensidade, distância, velocidade). Outro importante fator causal é a fadiga muscular. 

Clinicamente, a fratura por estresse se apresenta com queixas de dor que aumentam durante a prática esportiva e que tende a melhorar com o repouso. Com o passar do tempo essas dores vão se tornando mais intensas e severas, podendo também vir acompanhada de um pequeno edema localizado principalmente na fase inicial da lesão.

Tratamentos para Fratura por Estresse

O tratamento fisioterapêutico para esse tipo de lesão tem como objetivo acelerar o processo de cicatrização óssea e promover o retorno do paciente as suas diversas atividades diárias e esportivas. O repouso é essencial para um tratamento correto, por isso, o paciente deve ficar afastado de toda e qualquer atividade de impacto até sua lesão ser curada.

O uso de imobilizadores do tipo robofoot são indicados durante as primeiras semanas, pois além de promover a imobilização ele pode ser retirado pelo fisioterapeuta para o tratamento que pode incluir sessões de ultra-som terapêutico para auxiliar no processo de cicatrização óssea.