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Tudo sobre parto na água

Do útero para uma banheira: é assim que muitas crianças chegam ao mundo.

Uma pesquisa recente, publicada pelo Journal of Midwifery& Women’s Health, analisou dados de mais de 18 mil partos nos Estados Unidos, de 2004 a 2009, e concluiu: nascer dessa forma não é mais arriscado do que fora dela. Dados como taxa de internação do bebê na UTI, o Apgar (avaliação do recém-nascido feita logo após o nascimento) e ocorrência de infecções em cada uma das situações foram levados em conta para a pesquisa. “A imersão na água é uma técnica útil de controle da dor para mães em trabalho de parto”, afirma Marit Bovbjerg, uma das autoras da pesquisa e professora da Faculdade de Saúde Pública e Ciências Humanas da Universidade de Oregon (EUA). “Nosso estudo não mostrou um benefício de nascer na água, exceto pela habilidade de parir sem necessidade de outras intervenções para o alívio da dor,mas, conclusivamente, demonstrou que o parto na água não é mais perigoso que o em terra firme.”

E PARA A MÃE, É MELHOR?

“Para mim, a pergunta é: ‘Por que não?’”, diz a obstetriz Ana Cristina Duarte, coordenadora do Grupo de Apoio à Maternidade Ativa, de São Paulo (SP). Na opinião dela, o parto deve ser da maneira que for mais confortável para a mulher, pelo menos quando a gravidez é de baixo risco e enquanto não existirem intercorrências, como alteração nos batimentos cardíacos do bebê.

Assim como revelou o estudo norte-americano, a água morna alivia a dor porque a temperatura favorece o relaxamento muscular. Outro ponto é que, ao entrar na banheira, o corpo fica mais leve, o que possibilita maior variedade de posições e movimentos - o que colabora na hora de encontrar uma maneira de suportar melhor o desconforto quando as contrações chegam. Por conta disso, é menos provável que a mulher necessite de analgesia. “A imersão na água durante a primeira fase do trabalho de parto [período em que a dilatação está acontecendo] reduz em 18% a necessidade de analgesia espinhal”, diz o Manual de Assistência ao Abortamento, Parto e Puerpério, da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Essa redução é também um benefício para o bebê. 

DENTRO OU FORA?

De acordo com Alberto Trapani Júnior, presidente da Comissão Nacional de Assistência ao Parto, Puerpério e Abortamentos da Febrasgo, a federação é favorável ao uso da banheira na primeira fase, mas mantém ressalvas quanto ao período expulsivo, quando, de fato, o bebê nasce. “A imersão na água nessa etapa inicial auxilia na redução da dor, sem alterar a duração do trabalho de parto e, tampouco, a incidência de parto cirúrgico e os desfechos neonatais desfavoráveis. Já o nascimento dentro da água é pouco estudado e não podemos avaliar adequadamente sua segurança e eficiência. O assunto está novamente em fase de discussão”, argumenta.

Fonte: http://glo.bo/2fj5iE2