O que a gengiva pode revelar sobre sua saúde? confira 5 sinais de alerta que vão te ajudar a identificar os sintomas antes que piorem


Dentista Leonardo Acioli destaca que sintomas simples, como mau hálito, podem indicar doenças graves, como a periodontite.


Você sabia que a gengiva é o termômetro da sua saúde? Ignorar seus sinais pode ter consequências sérias. Dados de 2021 da Global Burden of Disease mostram uma realidade preocupante: na América Latina, até 90% das pessoas têm algum grau de inflamação gengival. Leonardo Acioli, dentista e CEO da rede de clínicas odontológicas SorriaMed, ressalta a importância da atenção precoce. “Uma gengiva saudável é rosada e não sangra. Gengiva inchada e com mau hálito, por exemplo, parecem condições normais, mas, na verdade, podem ser sinais de periodontite, uma doença inflamatória que compromete os tecidos de sustentação dos dentes e pode impactar até a saúde do coração”, pontua.

A principal função da gengiva é proteger as raízes dos dentes e o osso circundante, mantendo-os firmemente fixados. Quando essa barreira é comprometida, a saúde geral é colocada em risco. A falta de atenção a sintomas simples pode levar a quadros de gengivite, forma mais leve de doença gengival, que, se não tratada, evolui para a periodontite, uma doença gengival avançada.

A periodontite não se restringe à boca. Ao liberar substâncias inflamatórias e permitir a disseminação constante de bactérias pela corrente sanguínea, ela tem sido associada ao desenvolvimento e agravamento de doenças cardiovasculares, diabetes, doenças respiratórias, complicações na gravidez e problemas no metabolismo e no sistema imunológico.

O especialista destaca cinco sinais que podem ajudar no diagnóstico precoce:

• Sangramento durante a escovação ou uso do fio dental pode indicar estágio inicial da doença gengival, a gengivite;

• Mau hálito persistente pode significar a proliferação de bactérias abaixo da gengiva;

• Gengiva avermelhada e/ou inchada é sinal de inflamação ativa;

• Sensação de dentes soltos, quando ocorre a degeneração dos tecidos de suporte ao redor dos dentes, causando mobilidade e comprometimento ósseo;

• Abscesso gengival, que causa uma bolsa de pus na gengiva e indica uma inflamação bacteriana.

“Mais de 50% dos casos poderiam ser evitados com acompanhamento regular e hábitos simples de higiene. Escovar bem os dentes, usar o fio dental diariamente e visitar o dentista regularmente, estar atento aos sintomas e evitar o tabagismo são atitudes poderosas que podem ajudar na prevenção. O tratamento depende do estágio da doença, mas os resultados podem ser excelentes quando há diagnóstico precoce. Entre os principais métodos utilizados estão a raspagem e alisamento radicular, limpeza profunda, terapias antimicrobianas, laserterapia e, em alguns casos, cirurgias periodontais corretivas”, conclui o especialista.

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