
O Instituto de Medicina Tropical do Rio Grande do Norte (IMT/UFRN) é referência no atendimento a pacientes com retinopatia diabética, uma das complicações mais sérias da diabetes e a principal causa de cegueira em adultos ativos. Com uma abordagem integrada, a equipe do IMT Clínico tem oferecido diagnósticos precoces e tratamentos essenciais, ao mesmo tempo em que reforça a importância da prevenção e do cuidado contínuo para a população.
A retinopatia diabética afeta os vasos sanguíneos da retina, a parte do olho responsável por captar as imagens e enviá-las ao cérebro. A diabetes mal controlada leva ao enfraquecimento e vazamento desses vasos, podendo causar inchaço, hemorragias e o crescimento de novos vasos anormais, que danificam progressivamente a visão. A doença, muitas vezes, avança de forma silenciosa, sem sintomas nas fases iniciais, o que torna o rastreamento regular fundamental.
“Muitos pacientes chegam a nós em estágios avançados da doença, o que dificulta o tratamento e pode comprometer o prognóstico visual”, explica Fernanda Pinheiro, oftalmologista especialista em Retina Clínica e Cirúrgica. A profissional reforça a importância do diagnóstico precoce para um bom tratamento.
Os atendimentos no IMT Clínico da UFRN abrangem desde exames de rastreamento, como o mapeamento de retina e a retinografia, até procedimentos mais complexos, quando indicados. Segundo dados internos, entre julho de 2024 e julho de 2025, houve 1710 atendimentos oftalmológicos. A equipe multidisciplinar, composta por oftalmologistas, endocrinologistas, enfermeiros e nutricionistas, trabalha em conjunto para proporcionar um tratamento completo e personalizado, que não se limita apenas à visão, mas abrange o controle global da diabetes.
Apesar da eficácia dos tratamentos disponíveis, a mensagem mais importante para a população é a da prevenção. O controle dos níveis de açúcar no sangue, a prática regular de atividade física, uma alimentação saudável e a realização de exames oftalmológicos periódicos são as chaves para evitar ou retardar o surgimento da retinopatia diabética. Por isso, é fundamental que as pessoas com diabetes compreendam a importância de manter um controle glicêmico adequado e de realizar consultas oftalmológicas anuais, mesmo que não apresentem sintomas.
Fonte: IMT/UFRN; Texto: Marlon Gabriel; Edição: Juliana Holanda; Revisão: Rebeca Ribeiro.
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