As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no Brasil e no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Infartos, arritmias, insuficiência cardíaca e hipertensão grave não surgem “do nada”: o corpo costuma emitir alertas muito antes de um evento crítico. O problema é que muitos desses sinais são confundidos com cansaço, estresse ou excesso de trabalho e acabam sendo negligenciados.
Sinais que exigem investigação imediata
Os sintomas cardíacos muitas vezes são transitórios e leves. Em muitos casos, aparecem de forma discreta e progressiva. Entre os principais sinais de alerta estão:
- Falta de ar – especialmente ao subir escadas, caminhar curtas distâncias ou ao deitar;
- Cansaço excessivo – dificuldade para realizar atividades simples do dia a dia;
- Palpitações – sensação de batimentos acelerados, irregulares ou muito fortes;
- Dor ou pressão no peito – mesmo que leve, pode indicar isquemia cardíaca;
- Tonturas ou desmaios – podem estar relacionados a arritmias;
- Inchaço nas pernas e tornozelos – sinal de que o coração pode não estar bombeando sangue adequadamente;
- Suor frio, náuseas ou desmaio – sintomas comuns em quadros cardíacos agudos;
- Alterações no sono – acordar com falta de ar ou com sensação de sufocamento.
Atenção: esses sintomas não devem ser normalizados. Se persistirem por dias ou semanas, é importante buscar avaliação para identificar se existe alguma alteração no funcionamento do coração. Ainda mais importante: busque um especialista de confiança, de preferência com boas indicações.

Por que esses sinais são tão importantes
O coração é um órgão silencioso: ele pode se sobrecarregar por anos antes de manifestar sintomas mais graves. Falta de ar e cansaço que surgem sem motivo aparente podem ser indícios precoces de insuficiência cardíaca. Palpitações podem sinalizar arritmias que, se não tratadas, aumentam o risco de AVC. Já dores no peito, mesmo leves, podem estar associadas a obstruções nas artérias coronárias – o que, em casos avançados, leva ao infarto.
Atenção especial deve ser dada a pessoas com fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, histórico familiar de doença cardíaca e sobrepeso. Nesses casos, qualquer sintoma deve ser investigado rapidamente.
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A importância de agir cedo e cuidar da saúde cardíaca
A boa notícia é que a maioria das doenças cardiovasculares pode ser evitada com mudanças de estilo de vida. Compreender os fatores de risco que impulsionam as doenças cardiovasculares – principal causa de mortalidade global, segundo a Organização Mundial da Saúde – é o primeiro passo para viver mais e melhor.
Além disso, consultas regulares, exames preventivos, prática de atividade física, alimentação equilibrada, sono de qualidade e controle do estresse são pilares fundamentais.
O coração sempre avisa antes de um colapso – basta aprender a ouvir. Reconhecer os sinais, buscar ajuda médica e adotar hábitos saudáveis são atitudes que não apenas previnem doenças graves, mas também garantem mais anos de vida com energia, autonomia e bem-estar.
Dra. Manuela Gomes de Aguiar – CRM-SP 211.590 – RQE 6275
Cardiologista
Especialista em Ritmologia e marca-passo
Membro da Brazil Health


