A ex-ginasta brasileira Lais Souza, tetraplégica desde 2014, emocionou-se ao conhecer Bruno Drummond de Freitas, o primeiro paciente a recuperar movimentos e voltar a andar após tratar lesão medular com a polilaminina, um novo medicamento experimental brasileiro. O encontro marcou um avanço na medicina de regeneração medular liderado pela pesquisadora Tatiana Sampaio da UFRJ.
“Conheci o paciente 01 da Polilaminina, Bruno Drummond de Freitas, protagonista de um marco histórico na ciência brasileira sobre lesões medulares. Em abril de 2018, Bruno sofreu um grave acidente de carro que resultou em fraturas na coluna vertebral, nas alturas de C6 e T8. Na região de C6, a lesão medular foi classificada como completa, estabelecendo o diagnóstico de tetraplegia. Menos de 24 horas após o trauma, ele foi submetido ao procedimento cirúrgico e recebeu a aplicação da polilaminina, tornando-se o primeiro ser humano do mundo a receber essa substância em uma lesão medular aguda. Três semanas depois, ocorreu o primeiro movimento voluntário: flexão do dedão do pé. O primeiro indicativo clínico de reconexão funcional. A partir daí, seguiram-se dois anos de evolução progressiva, associados a reabilitação intensiva e diária. Hoje, Bruno se encontra no que define como seu ápice de recuperação funcional, tornando-se 100% independente, com apenas algumas sequelas residuais. O caso de Bruno, e de outros pacientes da polilaminina, posiciona a ciência brasileira no centro do debate internacional sobre regeneração medular. Bruno, foi um prazer te conhecer”, publicou Lais nas suas redes sociais.
Ela ressaltou ainda que, a pesquisadora Tatiana Sampaio não possui nenhuma rede social e que muitas pessoas estão se aproveitando para aplicar golpes.
“A polilaminina não está sendo comercializada. Busquem sempre os canais oficiais, o SAC do laboratório Cristália e a equipe responsável pela pesquisa”, finalizou.
Laís Souza se encontra com pesquisadora pioneira em reconstrução da medula espinhal

A pesquisadora Tatiana Sampaio se encontrou com Laís Souza, ex-atleta de ginastica artística, que ficou tetraplégica em 2014, após sofrer um acidente enquanto esquiava. A cientista é coordenadora do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pioneira em uma pesquisa que estuda reconstrução de conexões da medula espinhal através da proteína polilamilina, criada por ela.
LEIA MAIS:
Anvisa deve decidir na próxima semana sobre versões nacionais do Ozempic
Tatiana é formada pela UFRJ em Biologia, mas também tem mestrado, doutorado e pós-doutorado pela instituição. Casada e mãe de três filhos, teve o interesse pela ciência ainda quando criança, mas foi após se tornar professora da Universidade que decidiu investir na área. “São 28 anos trabalhando com a mesma proteína, mas não fiquei 28 anos fazendo a mesma coisa. É uma trajetória muito dinâmica”, declarou em entrevista.
Laís Souza expôs como o encontro com a cientista, que pode mudar sua vida. “Eu precisava vir pessoalmente agradecer por todos esses anos dedicados à pesquisa. Em 12 anos de lesão, acompanhei inúmeros estudos ao redor do mundo. Li artigos, vi reportagens, ouvi especialistas, mas sem criar expectativas. Nenhum deles tinha despertado em mim o que senti ao conhecer a polilaminina”, contou.


