Crescimento dos casos acende alerta sobre a saúde emocional de adolescentes e reforça a importância da parceria entre escolas, famílias e especialistas.
O adolescente muda o comportamento, se afasta dos amigos e começa a evitar a escola. Em casa, o silêncio cresce. Na sala de aula, ninguém percebe ou não sabe como agir. Essa desconexão entre sinais e respostas ajuda a explicar um dado preocupante: cerca de 40% dos jovens já sofreram bullying. Diante desse cenário, especialistas defendem um novo caminho, baseado não na culpa, mas na colaboração.
O bullying segue como um dos principais desafi os do ambiente escolar contemporâneo. Mais do que episódios isolados, ele revela fragilidades na forma como adultos e instituições lidam com a saúde emocional de crianças e adolescentes.
A médica especialista em adolescentes, Dra. Th aís Suassuna, acompanha de perto os impactos dessa realidade. No consultório, ela observa que muitos jovens chegam já em sofrimento avançado. “O bullying tem um efeito direto na saúde mental e, muitas vezes, quando identifi camos, ele já se prolonga há muito tempo”, explica.
Mas, ao contrário de uma visão que responsabiliza apenas a escola, a especialista propõe um olhar mais amplo: o problema é coletivo e a solução também precisa ser.

UM FENÔMENO QUE PEDE CORRESPONSABILIDADE
O bullying acontece em um ecossistema que envolve alunos, professores, famílias e até o ambiente digital. Grupos de mensagens, redes sociais e interações fora da escola ampliam os efeitos do que começa dentro dela.
Nesse contexto, a escola não deve ser vista como culpada, mas como peça central de articulação. É ali que convivem diferentes realidades e onde há maior potencial de transformação.
“A escola tem um papel fundamental, mas ela não pode agir sozinha. Quando família e escola caminham juntas, os resultados são muito mais efetivos”, reforça a médica.
A IMPORTÂNCIA DE SAIR DO IMPROVISO
Um dos principais desafios é transformar ações pontuais em estratégias contínuas. Muitas instituições já se preocupam com o tema, mas ainda carecem de ferramentas práticas para agir de forma estruturada.
A ausência de protocolos claros, canais seguros de escuta e preparo das equipes pode dificultar a identificação precoce e a condução adequada dos casos.
Mais do que reagir, o novo caminho passa pela prevenção e pela construção de um ambiente seguro para todos.
QUANDO ESCOLA E FAMÍLIA ATUAM JUNTAS
A partir da experiência clínica e da escuta de adolescentes, surgiu o projeto inspirA-Z, idealizado pela Dra. Th aís Suassuna, com foco em fortalecer o ambiente escolar e trazer estratégias práticas aplicáveis no dia a dia, com protocolos clínicos e suporte técnico para fazer da escola um ambiente saudável e seguro para todos.
O método se baseia em três pilares:
- Protagonismo docente: Fortalecimento do papel do professor como referência e liderança.
- Saúde mental: Estruturação de fl uxos de atenção à saúde emocional.
- Inclusão: Construção de uma cultura coletiva de respeito.
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Um dos pontos centrais é envolver todos os atores do ambiente escolar. Alunos, por exemplo, deixam de ser espectadores e passam a fazer parte da solução.
“Quando toda a comunidade entende seu papel, o ambiente muda. O bullying perde espaço quando não encontra apoio ou silêncio”, destaca a especialista.
Enfrentar o bullying não é tarefa de um único agente. É um compromisso compartilhado. Escolas que acolhem, famílias que participam e profi ssionais preparados formam a base de um ambiente mais seguro e saudável.
Mais do que combater um problema, essa união constrói um caminho possível: o de uma escola que, além de ensinar, protege e transforma.
DRA. THAIS SUASSUNA Consultas: (84) 99871 2002 @DRA.THAISSUASSUNA – www.thaissuassuna.com.br.



