Quais bactérias apareceram
Os resultados indicaram uma associação positiva com bactérias dos gêneros Allisonella e Prevotella, além da espécie Cloacibacillus evryensis. Segundo os pesquisadores, essas bactérias já foram relacionadas a processos inflamatórios e a alterações em funções do cérebro.
Uma hipótese levantada é que esses microrganismos possam influenciar substâncias ligadas ao funcionamento do sistema nervoso. A C. evryensis, por exemplo, pode estar envolvida na produção de GABA (ácido gama-aminobutírico) — um neurotransmissor que participa do controle de impulsos.
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Por outro lado, uma bactéria presente na boca, a Treponema vincentii, apareceu em maior quantidade entre pessoas com pontuações mais baixas nos traços de psicopatia. Os autores afirmam que ainda não há explicação para esse achado.
O que os dados permitem concluir
Os pesquisadores reforçam que o estudo não demonstra causa e efeito. Não é possível dizer se as bactérias influenciam o comportamento ou se hábitos e estilo de vida relacionados à personalidade afetam a microbiota.
“Até onde sabemos, este é o primeiro estudo a explorar essa associação”, afirmam os autores. Eles também apontam que outros fatores, como o funcionamento do cérebro, continuam sendo importantes para entender a psicopatia.
Os resultados ainda não passaram por revisão por pares e precisam ser confirmados em pesquisas maiores. Mesmo assim, o trabalho sugere que a microbiota pode ser mais um elemento a ser considerado no estudo da personalidade humana.
Fonte: Metrópoles.