Antes de receber o diagnóstico, com frequência Kellie tinha problemas com o funcionamento de seu intestino, mas sempre achava que havia uma explicação e buscava com os médicos soluções momentâneas. Assim, tratava cada sintoma de forma isolada, usando laxantes para constipação e remédios para quando estava com diarreia. Além de oscilações recorrentes no peso .
“Gostaria de ter insistido mais para obter respostas. É muito difícil entender o que é câncer de intestino porque é muito parecido com um ciclo menstrual, então foi muito fácil simplesmente ignorar e culpar outra coisa”, conta ela à revista People.
Sinais de alerta do câncer de intestino
- Presença de sangue na evacuação, seja de vermelho vivo ou escuro, misturado às fezes, com ou sem muco.
- Sintomas irritativos, como alteração do hábito intestinal e que provoca diarreia crônica e necessidade urgente de evacuar, com pouco volume fecal.
- Sintomas obstrutivos, como afilamento das fezes, sensação de esvaziamento incompleto, constipação persistente de início recente, cólicas abdominais frequentes associadas a inchaço abdominal.
- Sintomas inespecíficos, como fadiga, perda de peso e anemia crônica.
Tratamento e evolução da doença
Kellie fez uma cirurgia, incluindo uma colostomia temporária, e foi submetida a 80 sessões de quimioterapia intensiva e outros tratamentos. Devido às restrições da Covid-19, na época da descoberta da doença, em um determinado momento passou 12 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Em 2022 houve um momento que tudo parecia estar bem e ter surtido bons resultados, apesar de células cancerígenas permanecerem em sete linfonodos. Mas, ainda naquele ano, após novos exames os médicos viram que o câncer havia espalhado para os pulmões, o que exigiu novos tipos de tratamento.
Por conta disso, ela passou por novas sessões de quimioterapia e uma cirurgia pulmonar. Desde então, seu câncer tem sido controlado com tratamentos e exames contínuos.
Agora, aos 30 anos, Kellie ainda tem o câncer metastático e seu tratamento está focado em manter a doença estável e a preservação da qualidade de vida.
Sua experiência a motivou a alertar as pessoas sobre a doença e seus sintomas. Ela compartilha conteúdos nas redes sociais, diz que aprendeu a conviver com a doença e reforça que está feliz em ajudar as pessoas contando sua história.
Fonte: Metrópoles.