Caminhada na Via Costeira amplia conscientização sobre alopecia areata


Primeira edição do evento em Natal reuniu médicos e população para combater estigmas, esclarecer sintomas e reforçar a importância do diagnóstico e do tratamento

Informação, atividade física e conscientização marcaram a tarde de domingo, 27/09, na Via Costeira, em Natal, durante a primeira caminhada de conscientização sobre alopecia areata. A mobilização reuniu dermatologistas e participantes com o objetivo de tornar mais conhecida uma doença autoimune que provoca a perda de cabelos ou pelos e ainda é cercada por dúvidas e estigmas.

A iniciativa integrou as ações do mês de conscientização sobre a alopecia areata, realizadas também em outros estados do país. Para a presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia no Rio Grande do Norte (SBD-RN), Bárbara Carriço, ampliar o conhecimento sobre a doença é uma forma de reduzir o preconceito e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “A alopecia areata é um tema ainda muito desconhecido para a população”, afirmou. Segundo ela, a condição pode estigmatizar quem convive com a perda dos cabelos e provocar impactos que vão além da aparência.

A dermatologista e tricologista Ludmila Corral, vice-presidente da SBD-RN, explica que a alopecia areata é uma doença autoimune, com base genética e possíveis gatilhos, que pode surgir desde a infância até a terceira idade. O sistema imunológico passa a atacar os folículos pilosos, levando à queda repentina de cabelos ou pelos, geralmente em áreas arredondadas e bem delimitadas.

A manifestação não se restringe ao couro cabeludo. “Pode também afetar cílios, sobrancelhas e todos os pelos do corpo”, explicou Ludmila. Barba e outras regiões também podem ser atingidas, e a intensidade e a evolução variam de pessoa para pessoa.

Outro ponto reforçado durante a caminhada foi o combate à desinformação. “Não é uma doença contagiosa”, destacou Ludmila. A médica também alerta que a alopecia areata não deve ser atribuída simplesmente ao estresse. “É uma condição autoimune com base genética e que tem tratamento.”

Existem ainda diferentes tipos de alopecia e diferentes causas para a queda dos cabelos, incluindo fatores hormonais, genéticos, inflamatórios, medicamentosos e nutricionais. Por isso, alterações persistentes, aumento da queda ou surgimento de áreas sem pelos devem ser avaliados individualmente por um dermatologista. O diagnóstico correto ajuda a definir o tratamento mais adequado e o acompanhamento da evolução do quadro.


A programação começou com alongamento e, em seguida, os participantes percorreram aproximadamente três quilômetros pela Via Costeira. Depois da caminhada, uma aula de dança comandada pela equipe da Bodytech Tirol encerrou a tarde de atividades. Entre passos, movimento e informação, a ação colocou em evidência uma condição que ainda precisa ser mais conhecida para que o preconceito dê lugar ao acolhimento e ao tratamento adequado.

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