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Podcast Viver Bem · Cérebro e neurologia

Não é Autismo? Entenda o Transtorno da Comunicação Social

36:39 de conversa

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Notas do episódio

Seu filho fala bem, mas tem dificuldade para conversar, fazer amigos ou entender regras sociais? Entenda o que pode estar acontecendo.

Uma criança pode falar corretamente e, ainda assim, ter Transtorno da Comunicação Social. Dificuldade para iniciar e manter conversas, compreender ironias, perceber regras sociais, interpretar emoções ou ajustar a fala a diferentes situações podem ser sinais de alterações no uso social da linguagem. Mas como perceber esses sinais — e como diferenciar esse quadro do autismo ou do TDAH?

Neste episódio do Podcast Viver Bem, conversamos com Natália Rossi, fonoaudióloga da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), sobre o Transtorno da Comunicação Social e as dificuldades que ainda existem para identificar essas crianças. A especialista explica que falar bem não significa necessariamente comunicar-se bem: uma criança pode articular corretamente os sons e construir frases adequadas, mas apresentar dificuldades para compreender e utilizar as regras sociais da comunicação.

Ao longo da conversa, Natália explica como a comunicação social infantil começa a ser construída desde os primeiros meses de vida, muito antes das primeiras palavras. Gestos, contato com o outro, intenção comunicativa, troca de turnos, interpretação do contexto, prosódia e capacidade de adaptar a linguagem ao interlocutor fazem parte desse complexo desenvolvimento.

O episódio também aborda uma dúvida muito frequente: qual é a diferença entre Transtorno da Comunicação Social e autismo? Segundo a especialista, as dificuldades de comunicação e interação social também fazem parte dos critérios do TEA, mas o autismo envolve outras características, incluindo comportamentos restritos e repetitivos. Por isso, os dois diagnósticos não devem ser confundidos, e a avaliação precisa considerar toda a trajetória de desenvolvimento da criança.

Outro ponto importante é a relação com o TDAH. Desatenção e impulsividade podem afetar conversas, percepção de pistas sociais e troca de turnos, sem que isso necessariamente represente um Transtorno da Comunicação Social. Natália também alerta para os impactos que as alterações da linguagem podem provocar nas amizades, na interação social, na alfabetização e até na interpretação de textos.

A orientação é não se acomodar diante da ideia de que “cada criança tem seu tempo” quando existem sinais de atraso ou dificuldades de comunicação. A avaliação especializada, especialmente do fonoaudiólogo, pode ajudar a entender o que está acontecendo e indicar a intervenção adequada.

A conversa faz parte da série especial do Podcast Viver Bem sobre temas que estarão em discussão no Congresso da ABENEPI, em Natal.

3. Pontos destacados do episódio

O que é Transtorno da Comunicação Social.
Por que falar corretamente não significa necessariamente comunicar-se bem.
Como a comunicação social começa a se desenvolver ainda no bebê.
Sinais que pais, professores e pediatras devem observar.
Dificuldade para entender ironias, contexto e regras sociais.
Diferenças entre Transtorno da Comunicação Social e autismo.
Como o TDAH também pode interferir na comunicação.
Por que o diagnóstico pode ser confundido com timidez.
O papel do fonoaudiólogo na avaliação e intervenção.
Impactos na alfabetização, interpretação de textos, amizades e vida escolar.
Importância da avaliação multidisciplinar.

4. Momentos-chave:

00:10 – A criança pode falar bem e não se comunicar bem?
Os primeiros sinais e a apresentação do Transtorno da Comunicação Social.

06:24 – Quais sinais os pais devem observar?
A criança pode pronunciar corretamente as palavras e formar frases, mas apresentar dificuldades no uso social da linguagem.

12:18 – Transtorno da Comunicação Social x Autismo
Natália explica uma das partes mais importantes do episódio: por que o diagnóstico não deve ser confundido com TEA.

18:13 – Por que é tão fácil confundir com autismo?
O diagnóstico como um “quebra-cabeça” e a importância de analisar toda a trajetória de desenvolvimento.

24:28 – Quando procurar ajuda e quem faz a avaliação?
Orientações para pais, professores e pediatras, o alerta sobre “cada criança tem seu tempo” e o papel do fonoaudiólogo.

Você conhece uma criança que fala bem, mas tem dificuldade para manter conversas, compreender ironias, fazer amizades ou perceber determinadas regras sociais?

Compartilhe este episódio. Essa informação pode ajudar pais, professores e profissionais de saúde a perceberem sinais que muitas vezes passam despercebidos.

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Acompanhe os próximos episódios da série especial sobre o Congresso da ABENEPI 2026.

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