O Brasil registrou, desde o início de 2026, 81 casos confirmados de Mpox, doença anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”. Os dados foram obtidos pelo SBT News nesta terça-feira (24) com o Ministério da Saúde.
A maioria dos casos ocorreu no estado de São Paulo. Veja a lista:
- São Paulo: 57 casos
- Rio de Janeiro: 13 casos
- Rondônia: 4 casos
- Minas Gerais: 3 casos
- Rio Grande do Sul: 2 casos
- Distrito Federal: 1 caso
- Paraná: 1 caso
Caso suspeito no RN:
- Mossoró: 1.
Mais um caso suspeito de mpox está sendo investigado no Brasil, desta vez na cidade de Mossoró, a cerca de 280 km da capital Natal, no Rio Grande do Norte.
Uma jovem de 19 anos está internada e isolada há quatro dias em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Segundo a Secretaria de Saúde local, ela está medicada e estável e já realizou os exames para confirmação da doença, que ainda não tiveram os resultados divulgados.
Enquanto isso, ela aguarda uma vaga no Hospital Rafael Fernandes, que é tido como unidade de referência para atendimento de casos suspeitos de mpox.
PREFEITURA DE MOSSORÓ EMITE NOTA:
“A Prefeitura de Mossoró, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa que não há caso confirmado de mpox no município. Esclarece que uma paciente, de 19 anos, deu entrada no último dia 20 em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro clínico em observação. A paciente encontra-se isolada, medicada e em leito clínico, com quadro estável.
O atendimento segue os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Exames laboratoriais foram realizados e encaminhados para Natal para análise. A Secretaria Municipal de Saúde acompanha o caso e aguarda vaga para transferência da paciente para o Hospital Rafael Fernandes, unidade de referência para atendimento de casos em observação”.
Não há óbitos registrados este ano. Em 2025, a pasta registrou 1.079 casos de Mpox no país, com dois óbitos.
O que é a Mpox
A Mpox é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae. É uma doença zoonótica, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos – principalmente por roedores silvestres infectados. Hoje, porém, a principal forma de transmissão ocorre entre pessoas.
Segundo o Ministério da Saúde, o contágio acontece principalmente por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, como pus e sangue das feridas e secreções respiratórias em situações de contato próximo e prolongado. Também é possível a infecção por meio de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.
Sintomas, diagnóstico e tratamento
Os sintomas costumam aparecer entre três e 16 dias após o contato com o vírus e podem chegar a 21 dias. As lesões na pele geralmente surgem poucos dias depois da febre, mas podem aparecer antes.
Os sinais mais comuns são:
- erupções ou lesões na pele;
- febre;
- ínguas (linfonodos inchados);
- dor de cabeça;
- dores no corpo;
- calafrios;
- fraqueza.
Algumas doenças que se manifestam de forma parecida são o sarampo, a herpes e a sífilis. Mas há alguns sinais específicos da Mpox, como a progressão das erupções na pele:
Macular (tom avermelhado em determinada região da pele) → papular (quando as feridas ganham elevações na pele) → vesicular (as bolhas começam a surgir) → pustulosa (lesões se tornam pústulas, com pontas brancas e arredondadas). Depois, as feridas adquirem o caráter de crosta e da descamação.
LEIA MAIS:
Duas jovens influenciadoras morrem após mal súbito; médicos alertam sobre riscos silenciosos.
O diagnóstico é realizado por meio do exame de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), podendo também ser utilizado o sequenciamento do material genético presente nas lesões características da enfermidade. A transmissão do vírus pode ocorrer desde o início dos sintomas até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas.

Não há, até o momento, um medicamento específico amplamente disponível para tratar a Mpox. O atendimento é voltado para aliviar os sintomas. Na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve a moderada e dura entre duas e quatro semanas.
A vacinação, segundo o Ministério da Saúde, é direcionada a grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Podem se vacinar:
- pessoas vivendo com HIV/Aids com imunossupressão (CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses), especialmente homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais;
- profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus;
- pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância em saúde.
Grupos de risco
Crianças, gestantes e pessoas imunocomprometidas correm risco de apresentar sintomas mais graves e de morte por Mpox. Profissionais de saúde também apresentam risco elevado devido à maior exposição ao vírus.
O vírus pode ser transmitido ao feto ou a um recém-nascido durante o nascimento ou por contato físico precoce. Ainda não se sabe se o Mpox pode ser transmitido pelo leite materno e, por isso, o aleitamento deve ser suspenso caso a mãe teste positivo e o bebê negativo.
Por correrem mais risco que adultos, crianças diagnosticadas com o vírus devem ser monitoradas de perto até que se recuperem.


