Um estudo abrangente mostrou que seis tipos de câncer estão aumentando de forma mais rápida em adultos jovens do que em adultos mais velhos em pelo menos cinco países, e os tipos de câncer colorretal e uterino estão se tornando mais comuns e mais mortais entre os jovens.
São eles: colorretal, cervical, pancreático, próstata, renal e mieloma múltiplo. Ainda, segundo a equipe de pesquisa, é estimado que, até 2030, a incidência de câncer colorretal em pessoas de 20 a 34 anos aumentará em 90% e, em pessoas de 35 a 49 anos, em 46%.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/l/1/B7xFlCTSA2PGT3Deph9A/asian-man-with-cancer-front-view.jpg)
A pesquisa, que utilizou dois grandes bancos de dados, buscou compreender o cenário atual do aumento do surgimento da doença em pessoas com menos de 50 anos. Foram examinados casos que ocorreram entre 2000 e 2017. A partir disso, foram analisados 13 tipos de câncer em ascensão em pessoas com menos de 50 anos em pelo menos 10 países.
Um motivo de preocupação, particularmente na América do Norte, Europa e Oceania, é o câncer colorretal. Os autores observaram que 10% dos casos globais já ocorrem em pessoas com menos de 50 anos.
“Os aumentos mais acentuados nos cânceres de início precoce em comparação com os de início tardio foram observados principalmente no grupo de países com IDH muito alto. Também observamos fortes correlações positivas entre o aumento da prevalência de obesidade e o aumento da incidência de cânceres de início precoce relacionados à obesidade em muitos países, sugerindo o importante papel da epidemia global de obesidade na epidemia de câncer de início precoce”, escreveram os autores, no trabalho publicado na revista científica Military Medical Research.
Nesse cenário, Tomotaka Ugai, instrutor de patologia na Universidade de Harvard e autor sênior do estudo, explica que durante a pesquisa foi detectado que países como EUA, Japão e Coreia do Sul realizam procedimentos de triagem já aprimorados para alguns tipos de câncer, e, por consequência é possível que isso atue no crescimento das taxas de incidência.
LEIA MAIS:
HUOL-UFRN recruta crianças com anemia grave para estudo sobre doença rara do sangue
Um exemplo disso é que para câncer de tireoide, próstata e pele não melanoma não foi registrado um aumento significativo na mortalidade, apesar do aumento da incidência, provavelmente um indicativo de que a melhoria na triagem está detectando mais casos precocemente
No entanto, ainda são necessários mais estudos sobre o tema, pois os bancos de dados utilizados pela equipe não abrangeram algumas partes da Ásia, África e América do Sul e Central.


