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TV Viver Bem · Cérebro e neurologia

“Não tenha medo do diagnóstico”: mãe conta a trajetória do filho com autismo nível 3

Publicado em Duração 42:03

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“Eu sabia que tinha algo a mais.” Neste episódio do Podcast Viver Bem, uma mãe conta sua busca pelo diagnóstico do filho com autismo nível 3 e mostra por que não devemos ter medo de encontrar respostas. O diagnóstico do autismo pode gerar dúvidas e insegurança, mas também abre caminhos para compreender melhor a criança e buscar as intervenções de que ela precisa.

A jornalista Mariana Pinto compartilha a trajetória de seu filho Mateus, hoje próximo dos 18 anos. Autista nível 3 de suporte, não verbal, com deficiência intelectual e uma síndrome genética rara, Mateus passou por uma longa investigação até que a família encontrasse respostas. Mariana relembra os primeiros atrasos no desenvolvimento e os momentos em que ouviu que estava exagerando ou que tudo poderia ser consequência da prematuridade. Mas ela sentia: havia algo a mais.

Ao lado dela, a neuropediatra Dra. Celina Reis, que participou do início dessa investigação, explica por que o diagnóstico do autismo não deve ser encarado apenas como um rótulo. Identificar o quadro ajuda a compreender as necessidades daquela criança, orientar a família, direcionar terapias e investigar outras condições que podem estar associadas.

Um dos principais alertas deste episódio é que a família não precisa esperar o diagnóstico definitivo para iniciar as intervenções. Quando existem alterações nos marcos do desenvolvimento, dificuldades de comunicação ou outros sinais de alerta, a estimulação e o acompanhamento profissional podem começar precocemente.

A conversa também aborda autismo nível 3, autismo não verbal, deficiência intelectual, síndromes genéticas, intervenção precoce, acompanhamento psiquiátrico e comunicação alternativa. Mariana fala ainda sobre as transformações que chegaram com a adolescência de Mateus, incluindo mudanças comportamentais, depressão, agressividade e perda de algumas habilidades.

Outro momento emocionante acontece quando Mariana fala sobre as expectativas para o futuro. Ao longo dos anos, ela compreendeu que precisava deixar de comparar o filho ou esperar que ele alcançasse determinados padrões. Hoje, seu desejo é que Mateus seja feliz e conquiste a autonomia possível para ele.

O episódio mostra ainda como uma pessoa autista não verbal pode se comunicar. Mateus criou códigos próprios, utiliza gestos, expressões, o olhar e recursos de comunicação alternativa. Para Mariana, aprender a observar o filho foi também aprender uma nova linguagem.

A mensagem que fica é clara: não tenha medo do diagnóstico do autismo. O diagnóstico pode abrir caminhos, orientar intervenções e ajudar a família a compreender quem aquela criança realmente é.

Cada pessoa com autismo é única — e cada conquista também.

DESTAQUES DO EPISÓDIO

• Os primeiros sinais percebidos pela mãe de Mateus
• A longa busca pelo diagnóstico
• Autismo associado a uma síndrome genética rara
• Por que não esperar o diagnóstico para começar as intervenções
• A importância da intervenção precoce
• Autismo nível 3 e deficiência intelectual
• Quando neuropediatria e psiquiatria precisam trabalhar juntas
• Ansiedade, depressão e agressividade na adolescência
• Autismo não verbal e comunicação alternativa
• Autonomia e qualidade de vida
• A importância de ouvir a percepção dos pais
• O papel da escola e dos profissionais no diagnóstico precoce

MOMENTOS-CHAVE

00:48 — “Eu sabia que tinha algo a mais”
Mariana conta quando começou a perceber os atrasos de Mateus e por que decidiu continuar buscando respostas.

06:13 — É preciso esperar o diagnóstico para começar as terapias?
A Dra. Celina explica por que a intervenção deve começar diante dos primeiros sinais de alteração do desenvolvimento.

13:00 — Quando o medo e a negação atrasam o diagnóstico
A neuropediatra explica como a resistência em procurar especialistas pode atrasar também as intervenções.

18:35 — Como pensar no futuro de um filho com autismo nível 3?
Mariana fala sobre expectativas, frustrações, adolescência e o que passou a desejar para o futuro de Mateus.

29:19 — Como uma pessoa autista não verbal se comunica?
Mariana mostra os códigos criados por Mateus, enquanto a Dra. Celina explica a comunicação alternativa e outras formas de expressão.

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Você conhece alguma família que esteja vivendo a angústia da busca pelo diagnóstico do autismo? Compartilhe este vídeo. Informação de qualidade pode ajudar pais, mães, professores e profissionais de saúde a reconhecer sinais e buscar orientação adequada.

E conte nos comentários: como foi o caminho até o diagnóstico na sua família?

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