As 10 cidades brasileiras com maior percentual de pessoas com obesidade; veja ranking


A prevalência da obesidade no Brasil saltou 118% no Brasil de 2006 a 2024, chegando a uma proporção de 1 a cada 4 adultos no país (25,7%), mostraram os novos dados da pesquisa Vigitel, levantamento anual conduzido pelo Ministério da Saúde. Considerando o sobrepeso, quando o índice de massa corporal (IMC) ultrapassa 25 kg/m², a alta foi de 46,9%, e o quadro agora acomete a maioria dos brasileiros (62,6%).

A Vigitel é um inquérito que ouve apenas as capitais brasileiras, mas dados de 2025 do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), baseados nos atendimentos na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS), mostram um cenário ainda mais preocupante. De acordo com os números, extraídos pelo GLOBO, 36,3% dos brasileiros adultos atendidos no ano passado tinham obesidade, e 70,9% estavam acima do peso.

Entre as 10 cidades com os piores índices de obesidade, três ficam em São Paulo; três no Rio Grande do Sul; duas no Paraná; uma em Santa Catarina e uma na Paraíba, a única fora das regiões Sul e Sudeste. Veja o ranking abaixo:

  1. Lupércio (SP) – 66,67% de obesidade entre adultos
  2. Herculândia (SP) – 64,71% de obesidade entre adultos
  3. São José do Bonfim (PB) – 61,63% de obesidade entre adultos
  4. Marquês de Souza (RS) – 60,53% de obesidade entre adultos
  5. Riversul (SP) – 60,41% de obesidade entre adultos
  6. Planalto Alegre (SC) – 60,27% de obesidade entre adultos
  7. Riozinho (RS) – 60% de obesidade entre adultos
  8. Rancho Alegre (PR) – 59,65% de obesidade entre adultos
  9. Quinta do Sol (PR) – 59,62% de obesidade entre adultos
  10. Jaboticaba (RS) – 59,34% de obesidade entre adultos

Números de Natal/RN: 

Especialistas ouvidos pelo GLOBO explicam que a obesidade é uma doença multifatorial, crônica e recidivante. Isso quer dizer que ela tem diversas causas, não tem cura e costuma retornar. Entre os fatores que ajudam a explicar a alta no país, está o avanço dos ultraprocessados no cardápio dos brasileiros.

— São mudanças no padrão alimentar da população, caracterizadas principalmente por uma redução do consumo de alimentos in natura, como arroz, feijão, frutas, legumes e verduras, e suas preparações culinárias, e um aumento do conjunto de ultraprocessados, como bolachas, salgadinhos e refeições prontas — diz Maria Laura Louzada, professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) da universidade.

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