Anvisa adia votação de regras para canetas emagrecedoras manipuladas


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou a análise de novas regras para a manipulação de canetas emagrecedoras após um pedido de vista apresentado durante a reunião desta quarta-feira (6/5).

O processo tem como relator o diretor Daniel Meirelles, que propôs mudanças no controle desses medicamentos. Entre os pontos em debate, está a transferência da análise da matéria-prima importada para o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), função que hoje é exercida por laboratórios privados. O texto também prevê um prazo de 180 dias para que farmácias se adaptem às novas exigências.

Proposta divide opiniões

A proposta gerou reações diferentes entre os setores envolvidos. Entidades da indústria farmacêutica e associações médicas defendem medidas mais rígidas e chegaram a pedir a proibição da venda de versões manipuladas.

Já representantes de farmácias de manipulação avaliam que as mudanças podem restringir o acesso aos produtos e estimular a entrada de medicamentos irregulares no país.

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Ao justificar o pedido de vista, o diretor Thiago Campos afirmou que o tema ainda precisa de ajustes, especialmente em relação ao processo regulatório e ao prazo para entrada em vigor das regras. Ele terá até duas reuniões da agência para apresentar uma nova análise.

A discussão ocorre em meio ao aumento da procura por esse tipo de medicamento e a investigações sobre a produção em larga escala por farmácias, fora dos padrões exigidos de controle de qualidade.

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