A descoberta ajuda a entender por que pessoas com obesidade ou diabetes costumam apresentar piores desfechos quando desenvolvem a doença. Segundo os pesquisadores, os achados também podem abrir caminho para novas formas de prever a recorrência do câncer e desenvolver tratamentos mais direcionados.
O câncer de pâncreas é considerado um dos mais letais, porque, na maioria dos casos, é diagnosticado em fases avançadas. Além disso, as opções de tratamento ainda são limitadas e o risco de retorno da doença é alto. De acordo com o estudo, cerca de 80% dos pacientes apresentam recorrência mesmo após a cirurgia.

A obesidade e o diabetes tipo 2 já eram reconhecidos como fatores de risco para esse tipo da doença. No entanto, os mecanismos biológicos que explicam essa conexão ainda não estavam totalmente claros.
Inflamação pode ser peça-chave
A pesquisa foi conduzida em diferentes etapas. Primeiro, os cientistas analisaram dados genéticos públicos de tecidos adiposos de humanos e camundongos, comparando indivíduos saudáveis com pessoas ou modelos animais com obesidade.
Depois, a equipe avaliou dados de célula única de tumores pancreáticos. Esse tipo de análise permite observar com mais detalhes quais células estão presentes no tumor e como elas se comportam. Os pesquisadores encontraram uma população específica de células imunes com alta atividade inflamatória.
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