Estudo lista 5 hábitos que podem proteger o cérebro contra a ansiedade


Apenas duas semanas sem hábitos considerados importantes para o bem-estar já são suficientes para provocar sintomas ligados à ansiedade e à depressão em adultos saudáveis. A conclusão é de um estudo australiano publicado em dezembro de 2025 na revista científica JMIR Formative Research.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Macquaries, na Austrália, e investigou como mudanças negativas na rotina afetam a saúde mental em curto prazo.

Durante 14 dias, os participantes reduziram práticas associadas ao equilíbrio emocional, como atividade física, sono adequado, e atividades cognitivamente estimulantes.

Ao fim do experimento, os pesquisadores identificaram piora significativa no humor, aumento da irritabilidade, queda na disposição e mais sintomas relacionados à ansiedade e à depressão.

Segundo os autores, os participantes não desenvolveram necessariamente transtornos psiquiátricos completos, mas apresentaram sinais iniciais de sofrimento emocional.

Hábitos que ajudam a proteger a saúde mental

  • Dormir bem regularmente.
  • Fazer atividade física.
  • Manter interação social.
  • Ter alimentação equilibrada.
  • Estimular o cérebro com atividades prazerosas.

Os cientistas afirmam que o cérebro depende de estímulos positivos frequentes para manter estabilidade emocional. A privação de sono, por exemplo, interfere na regulação do estresse. Já a falta de exercícios físicos reduz a liberação de substâncias ligadas à sensação de bem-estar, como endorfina e serotonina.

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Os cientistas reforçam que isolamento social e alimentação inadequada também podem afetar mecanismos cerebrais relacionados ao humor. Para os pesquisadores, os resultados ajudam a explicar por que períodos de rotina desregulada frequentemente coincidem com piora emocional.

Um dos pontos que mais chamou atenção na pesquisa foi a rapidez com que os sintomas apareceram. Segundo os autores, o estudo reforça que a saúde mental também é influenciada por comportamentos cotidianos e não apenas por fatores genéticos ou grandes eventos traumáticos.

Os pesquisadores destacam que o trabalho foi realizado em ambiente controlado e com um grupo específico de participantes. Ainda assim, os resultados reforçam a importância de manter hábitos saudáveis diariamente como forma de proteção emocional.

Fonte: Metrópoles. 

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