Lore Improta: odor forte nas axilas pode estar relacionado ao parto


A dançarina e influenciadora Lore Improta divertiu seguidores ao comentar uma mudança corporal percebida durante o período de amamentação. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela relatou aumento do suor e alteração no odor das axilas, conhecido popularmente como “cecê”.

Mãe de Levi, nascido em 26 de maio, e de Liz, de 4 anos, Lore associou o incômodo ao período de amamentação. “Tô com subaqueira por causa da amamentação, tenho certeza. Porque eu só fico com subaqueira amamentando”, afirmou.

O corpo muda após o parto

Segundo a dermatologista Bhertha Tamura, de São Paulo, alterações no cheiro do suor podem ocorrer durante a amamentação. A explicação está nas mudanças hormonais intensas após o parto.

Com o nascimento do bebê, hormônios que estavam elevados na gestação, como estrogênio e progesterona, sofrem uma queda importante. Ao mesmo tempo, a prolactina aumenta para estimular a produção de leite.

“Pode haver alterações no odor do suor durante o período de amamentação”, afirma Bhertha. De acordo com ela, a mudança não é considerada muito frequente, mas pode acontecer já a partir da primeira semana após o parto.

A dermatologista explica que as oscilações hormonais podem alterar a colônia de bactéria da pele. Com isso, microrganismos que antes não causavam cheiro perceptível podem passar a contribuir para odor mais forte nas axilas.

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Amamentação não explica tudo sozinha

Apesar da associação feita por Lore, especialistas alertam que não é correto afirmar que a amamentação, sozinha, seja a causa direta da mudança no odor corporal. A ginecologista e obstetra Ana Sodré, do Rio de Janeiro, explica que o cheiro do suor depende de vários fatores ao mesmo tempo. Entre eles estão:

  • Alimentação;
  • Higiene;
  • Questões hormonais;
  • Estresse;
  • Composição corporal;
  • Genética;
  • Quantidade de pelos;
  • Temperatura;
  • Umidade;
  • Tipo de roupa usada.

“No caso da mulher que está amamentando, geralmente ela está cuidando de um bebê pequeno e dispõe de pouco tempo para dedicar a si mesma e aos cuidados relacionados à própria saúde. Portanto, não podemos afirmar uma relação direta de causa e efeito entre a amamentação e a alteração do odor corporal”, afirma Ana.

A especialista reforça que o pós-parto é uma fase de grande adaptação. A rotina muda, o sono costuma ficar mais irregular e a mulher passa a dedicar grande parte do tempo aos cuidados com o recém-nascido. Na prática, o odor pode ser resultado da soma de fatores, não de uma única causa.

Alimentação e olfato também entram na conta

Bhertha afirma que mudanças alimentares durante a amamentação também podem influenciar o odor corporal. Algumas mulheres alteram a dieta por orientação profissional ou por costumes familiares ligados à produção de leite, e certos alimentos podem deixar o cheiro do suor mais perceptível.

Ana pondera que a relação entre alimentação e odor não ocorre da mesma forma para todas as mulheres. Segundo ela, a percepção de cheiro é bastante individual e varia conforme hábitos, ambiente e características do corpo.

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A obstetra lembra ainda que algumas mães podem perceber mais mudanças porque o olfato materno costuma ficar mais apurado após o nascimento do bebê. A sensibilidade maior faz parte de um mecanismo adaptativo importante para os cuidados com a criança.

Quando procurar avaliação médica

Na maior parte dos casos, mudanças discretas no odor corporal no pós-parto não indicam problema grave. Ainda assim, vale procurar avaliação médica quando o cheiro surgir de forma muito intensa, persistente, vier acompanhado de irritação, feridas, coceira, dor, secreção, febre ou mudança importante no suor.

Também é indicado buscar orientação se a alteração causar desconforto importante ou não melhorar com medidas simples de higiene, troca de roupas, hidratação adequada e cuidado com a pele.

Para as especialistas, o ponto principal é entender que o corpo passa por muitas transformações no pós-parto. O relato de Lore chama atenção justamente por transformar uma queixa íntima em uma conversa mais leve sobre uma fase cheia de mudanças físicas, hormonais e emocionais.

Fonte: Metrópoles. 

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