“A água muito quente remove os lipídios que formam a barreira cutânea, aumentando a perda de água pela pele. Como consequência, surgem ressecamento, sensibilidade, descamação e maior suscetibilidade a irritações”, explica a especialista.
A médica destaca que esse efeito pode ocorrer em qualquer pessoa, mas tende a ser mais intenso quando o hábito é frequente e prolongado.
Alguns grupos sofrem mais com os efeitos
Quem já apresenta uma barreira cutânea naturalmente mais delicada precisa ter atenção redobrada. Crianças, idosos e pessoas com dermatite atópica, psoríase, rosácea ou pele sensível estão entre os grupos que mais sofrem com a água muito quente.
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De acordo com a dermatologista Camila Sampaio Ribeiro, da Clínica InDerm, em Salvador, esses pacientes podem notar rapidamente os efeitos do calor excessivo sobre a pele.
“Os primeiros sinais costumam ser ressecamento persistente, sensação de repuxamento logo após o banho, descamação, coceira e aumento da sensibilidade. Em algumas pessoas, também podem surgir vermelhidão, pequenas fissuras, irritação e piora de doenças como dermatite e psoríase”, afirma.
Como proteger a pele durante o banho
Os cuidados para evitar o envelhecimento da pele começam pela temperatura da água. As especialistas recomendam banhos mornos, entre aproximadamente 34 °C e 37 °C, com duração de cinco a 10 minutos, podendo chegar a, no máximo, 15 minutos.
Também se deve evitar o uso excessivo de sabonetes, principalmente os mais agressivos, secar a pele sem esfregar a toalha e aplicar um hidratante logo após o banho, enquanto a pele ainda está levemente úmida. Esses hábitos ajudam a restaurar a barreira cutânea, reduzir a perda de água e preservar a hidratação, contribuindo para manter a pele saudável e minimizar os efeitos relacionados ao envelhecimento da pele.
Fonte: Metrópoles.