Os testes em humanos devem começar no primeiro trimestre de 2027, após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Nesta primeira fase, os pesquisadores vão avaliar a segurança e a capacidade de resposta imunológica. O acompanhamento dos voluntários será feito ao longo de um ano.
Como funciona a tecnologia
As vacinas de RNA mensageiro utilizam instruções genéticas para ensinar o organismo a produzir uma proteína do vírus. A partir desse processo, o sistema imunológico aprende a reconhecer e combater o agente infeccioso.
Uma das características da tecnologia é a possibilidade de adaptação rápida. A base da vacina permanece a mesma, enquanto as instruções podem ser ajustadas para diferentes doenças.
Segundo a Fiocruz, essa flexibilidade permite acelerar o desenvolvimento de novos produtos e ampliar o acesso a imunizantes mais recentes no sistema público de saúde.

O que vem depois dos testes
Antes de chegar aos estudos clínicos, a vacina passou por testes pré-clínicos, com resultados que indicaram proteção contra a doença. Também foram realizados estudos toxicológicos e de produção em escala.
A escolha da Covid-19 como primeiro alvo considerou o acúmulo de conhecimento sobre a aplicação da tecnologia durante a pandemia. A expectativa agora é ampliar o uso da plataforma para outras doenças.
Fonte: Metrópoles.