Diferenças aparecem no perfil dos pacientes
Os resultados mostram que os pacientes mais jovens tinham maior probabilidade de serem mulheres e de apresentar tumores no lado esquerdo do intestino. Também foi mais frequente a presença de determinadas mutações genéticas. Além disso, esse grupo, em média, viveu mais tempo após a disseminação da doença para o fígado quando comparado aos pacientes mais velhos.

“Nosso estudo ajuda a construir uma imagem mais clara da doença e sugere que pacientes mais jovens podem apresentar características tumorais distintas que devem ser consideradas na tomada de decisões sobre o tratamento”, afirmou o pesquisador Sávio Barreto, da Universidade Flinders, em comunicado.
Genética ajuda a entender evolução da doença
A análise também mostrou que mutações específicas, como BRAF e KRAS, genes responsáveis por regular o crescimento das células do organismo, estiveram associadas a piores resultados em pacientes de diferentes idades. Segundo os autores, isso reforça a importância dos testes genéticos na avaliação do câncer.
LEIA MAIS NO: GUIA VIVER BEM.
O fígado é o local mais comum de disseminação do câncer de intestino, o que torna o tratamento mais complexo nessa fase da doença.
Tratamento e limitações do estudo
Os pesquisadores observaram que pacientes submetidos à retirada dos tumores no fígado, seguida de terapias medicamentosas, tiveram melhores resultados em comparação com outras abordagens.
Ainda assim, os autores destacam que o estudo foi baseado em dados da prática clínica e não permite afirmar que um tratamento específico seja responsável pela maior sobrevida.
Para a equipe, compreender essas diferenças pode ajudar a orientar decisões clínicas e aprofundar a investigação sobre o aumento de casos em adultos mais jovens.
Fonte: Metrópoles.