A garrafinha de água acompanha milhões de pessoas na rotina: vai para o trabalho, academia, escola e parque, além de passar o dia inteiro na mochila, na mesa ou até no chão. Mas a má higienização pode transformar esse item indispensável em um ambiente propício para a proliferação de bactérias.
E os especialistas alertam que apenas enxaguar a garrafinha com água não é suficiente. O processo indicado pelos pesquisadores é:
- separar tampa, bocal, canudo e borrachas;
- deixar todas as peças de molho por 15 a 20 minutos em uma solução com uma colher de sopa de água sanitária para cada litro de água;
- lavar tudo com água e sabão, usando uma escova para alcançar o fundo da garrafa;
- limpar individualmente as peças menores, como as borrachas de vedação;
- deixar a garrafa aberta e virada para baixo, para secar.
Quando não for possível fazer a desinfecção com água sanitária diariamente, pelo menos a lavagem com água, sabão e escova deve fazer parte da rotina.
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Teste com garrafinhas de água revela contaminação em 74% das amostras
A recomendação ganhou ainda mais importância após um teste realizado pelo Fantástico em parceria com a Universidade Municipal de São Caetano do Sul encontrar crescimento de bactérias em 37 das 50 garrafinhas analisadas — o equivalente a três em cada quatro amostras. Entre os microrganismos identificados estavam bactérias com potencial para causar infecções gastrointestinais, como Escherichia coli, Salmonella, Klebsiella, Enterobacter e Citrobacter.
Segundo os especialistas responsáveis pela análise, o problema não está na água do filtro ou do bebedouro, mas na própria garrafinha, que acaba contaminando a água limpa quando não recebe a higienização adequada.
De onde vem a contaminação?
As bactérias podem chegar à garrafinha de diversas formas ao longo do dia. Um dos exemplos citados pelos especialistas é manusear o recipiente após usar o banheiro sem lavar corretamente as mãos ou depois de tocar equipamentos de academia e outras superfícies compartilhadas.
Nas escolas, outro hábito aumenta o risco: o compartilhamento das garrafinhas entre os alunos. Segundo os pesquisadores, cada pessoa possui uma microbiota própria, e dividir o mesmo bocal favorece a transmissão de microrganismos.
Onde houve mais contaminação
Entre os locais avaliados, os escritórios apresentaram o pior resultado: todas as cinco garrafinhas analisadas tiveram crescimento de bactérias.
Em escolas e parques, a contaminação foi encontrada em 13 das 15 amostras coletadas em cada ambiente. Já as academias registraram o menor índice entre os locais analisados, com seis garrafinhas contaminadas entre as 15 testadas.
Os especialistas reforçam que o resultado não significa que as pessoas devam deixar de usar garrafinhas reutilizáveis. Pelo contrário: elas continuam sendo uma alternativa importante para manter a hidratação e reduzir o consumo de plástico descartável. O alerta é para que a limpeza passe a fazer parte da rotina diária, evitando que um objeto usado para cuidar da saúde acabe se tornando uma fonte de contaminação.
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