Uso desmedido do celular está cada vez mais ligado a problemas físicos e mentais


Nomofobia, FOMO, text neck, cibercondria, dependência digital… O dicionário de males plantados pela vida entre telas (leia o glossário) — quase todos com nomes derivados do inglês, a língua-mãe da comunicação on-line — não para de ganhar novas expressões. Não são patologias propriamente ditas, dessas com nome, sobrenome e código no receituário, mas preocupam médicos e pacientes por seus impactos cada vez mais expressivos no dia a dia.

O motivo está à sua mão ou vista: o aparelho que nos acompanha para conversar, trabalhar, relaxar e pedir comida. Se cada época tem suas bênçãos e maldições, o celular do qual a sociedade já não pode se desgarrar é o símbolo máximo e tangível de que as comodidades e a conexão têm seu preço.

Um preço cobrado na forma de distúrbios físicos e mentais que hoje protagonizam pesquisas científicas e são alvo de novas leis para resguardar cidadãos de todas as idades de um aparelho que cabe no bolso, mas, quando sai de lá (e como sai), pode incitar doenças já consagradas nos manuais médicos — de dor crônica a pressão alta.

arte doença celular

Semana sim, outra também, é publicado um estudo mostrando os efeitos colaterais e nocivos da onipresença das telas. Entre aqueles mais esperados e conhecidos, estão as repercussões psicológicas. Um novo trabalho do Imperial College London, na Inglaterra, com base em dados de 2 000 crianças e adolescentes, constatou que aquelas que ficavam mais de três horas por dia navegando nas redes sociais

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Pesquisadores sul-­coreanos detectaram que a postura e os movimentos cobrados pelo smart­phone aumentam a formação de rugas na região do pescoço entre mulheres com menos de 30 anos — o esperado é que os vincos surjam depois dos 40. E o hábito de ficar de olho na tela enquanto se usa o vaso sanitário, alertam cientistas americanos, aumenta em 46% o risco de hemorroidas — a culpa, no caso, não é do dispositivo, mas dos minutos extras no assento.

Fonte: Veja.

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