O estudo foi realizado ao longo de 80 semanas. Ao final do período analisado, os indivíduos que utilizaram a maior dose do medicamento deixaram de apresentar o diagnóstico de obesidade e atingiram a marca do IMC abaixo de 30.
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Desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, o medicamento atua em três receptores hormonais ao mesmo tempo: GIP, GLP-1 e glucagon, tratando a obesidade e a diabetes tipo 2 juntos. A retratutida ainda está em testes e não foi aprovada para venda em nenhum lugar do mundo.

Eficácia no controle da diabetes
No tratamento para a diabetes, a retatrutida desencadeou redução da hemoglobina glicada (A1C) — exame que mede o açúcar no sangue. Os participantes que receberam as doses mais altas tiveram uma diminuição média na taxa que variou entre 1,5% e 1,6%, sendo que até 40% deles conseguiu atingir níveis considerados normais de açúcar no sangue (menores que 5,7%).
Medicamento se mostrou promissor para a saúde cardiovascular
A pesquisa mostrou também que a retatrutida apresentou benefícios para a saúde cardiovascular, com redução de 39,5% nos triglicerídeos, 19,6% no colesterol não-HDL, 16,9 cm na circunferência da cintura e 58,3% na proteína C-reativa — um marcador de inflamação.
Em relação aos efeitos adversos, os participantes apresentaram sintomas leves a moderados, e a maioria desapareceu ao longo do tratamento.
A empresa vai buscar a aprovação da medicação junto à agência reguladora dos EUA, a Food and Drug Administration (FDA), no primeiro trimestre de 2027.
Os mais frequentes em relação ao placebo foram diarreia, náusea, prisão de ventre, diminuição do apetite, vômito, alterações na sensibilidade da pele e infecção urinária.
Fonte: Metrópoles.